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Estudar: direito, obrigação ou privilégio?

Autor: Gilson Luiz dos Anjos

Ilmo Sr Ministro da Educação

Esta carta é resultado de uma provocação da Professora Carmem Lucia Bezerra Machado durante as aulas da disciplina Relendo Clássicos: - diálogos gramscianos com Florestan Fernandes, Paulo Freire e Darcy Ribeiro do programa Pós-Graduação (PPG) da Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), segundo semestre de 2007. Pela provocação, deveríamos escrever uma carta, inserindo os autores estudados para embasar nossa argumentação.

Outro fator relevante nesta produção textual está associado ao fenômeno ao qual tenho dedicado meus últimos anos de estudos, o povo negro e sua condição humana. Tal dedicação será perfeitamente compreendida pelos leitores ao tornarem conhecimento de meu pertencimento a este grupo étnico, e consequentemente minha inserção no objeto de estudo.

No início de outubro deste ano recebi uma fatura do FIES (Programa de Financiamento Estudantil no Ensino Superior), após 12 meses pagando cento e vinte e quatro reais (R$124,00) vejo reajustada para duzentos e oitenta e seis reais (R$ 286,00). O corre que concluí recentemente a graduação no curso de História em uma instituição de ensino privado, e para não desistir diante das dificuldades financeiras, optei por acessar o programa de financiamento do governo federal acima citado. Este fato trouxe-me uma nova preocupação. Pagando o novo valor do financiamento, não terei condições de cobrir as despesas mensais de deslocamento de Lajeado onde resido até Porto Alegre onde se situa a Faculdade de Educação da UFRGS.

Com este problema tomando meus pensamentos escrevi as primeiras linhas o primeiro rascunho. Nestas primeiras, enderecei ao Ministro da Educação Brasileira, apresentei-me, procurei identificar o problema que me incomodava, sempre na primeira pessoa, como se o problema fosse exclusivamente meu. Apresentando para algum colega e para a professora, os mesmos aconselharam-me a rescrever o texto, procurando situar o problema na coletividade. Na aula do dia 27 de novembro me entusiasmei a retomar o projeto de escrever a referida carta, agora dentro da perspectiva do coletivo. A aula terminou. A viagem de retorno a Lajeado foi bastante inquietante, mas o tempo exíguo impediu a continuidade da reflexão e consequentemente do ato de escrever.  (...)

Gostou do texto? Baixe agora o conteúdo completo em PDF e use livremente como recurso didático e/ou de estudo.

Confira também o documentário Moisés Cândido Veloso apresentado no programa Nação da TVE.

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